Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Lula confessa preocupação


Apesar das tentativas públicas de reduzir a importância do escândalo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou reunião com seu conselho político, na quarta-feira, para dizer que está preocupado com a crise do Senado, agravada pela revelação de que atos secretos foram usados para beneficiar familiares e protegidos de senadores e de diretores da instituição. De acordo com um dos participantes da reunião, Lula chegou a dizer que o governo deveria ajudar o Senado a melhorar sua imagem, sob o risco de vê-lo cair na desmoralização e no descrédito completos.
O problema é que o governo não tem uma fórmula para dar a mão ao Senado. Nesse caso, de acordo com o presidente, só resta torcer para que a própria Casa resolva o mais rapidamente seus problemas. Uma forma seria, na opinião de Lula, modernizar e enxugar a instituição. Mas isso, reiterou ele, depende do Senado. Na semana passada, Lula chegou a defender o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). E nesta semana, ao comentar o tema em público, ele tentou minimizar a importância do caso.
Em discurso na terça-feira, em lançamento de obra no Rio de Janeiro, o presidente reclamou que, apesar de o resultado do mercado de trabalho formal ter sido positivo em maio, com maior criação de postos de trabalho do que redução, a imprensa destacou ao invés disso o escândalo dos atos secretos. "A manchete é o emprego no Senado", reclamou. Para Lula, a imprensa "tem uma predileção pela desgraça". "Eu vejo as matérias e já me assusto", disse ele. De acordo com Lula, dar a manchete com foco no Senado e não nas boas notícias do país "é uma perda de valor".

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Crise abate número de milionários

No mundo, 8,6 milhões de pessoas viram suas riquezas encolherem em 2008; só no Brasil, foram 12 mil.
O número de milionários no mundo caiu drasticamente, mostrando que os ricos não conseguiram escapar dos efeitos da crise financeira global. Essa é uma das conclusões do relatório anual World Wealth Report, elaborado pelo banco Merrill Lynch Global e pela consultoria Capgemini. O relatório foi divulgado ontem. O número de pessoas cujas riquezas variam de US$ 1 milhão a US$ 30 milhões caiu 14,9% no mundo em 2008, para 8,6 milhões, segundo o levantamento. Esse foi o maior declínio apurado em 13 anos de pesquisa.Segundo a sondagem, as riquezas dos mais abastados caíram 19,5%, para US$ 32,8 trilhões - nível inferior ao apurado em 2005. "Nunca vimos essa diminuição em todos os anos em que fizemos o relatório", afirmou Ileana van der Linde, gerente da Capgemini. Perto do resto do mundo, a economia brasileira foi considerada uma das menos afetadas. No País, o clube de milionários encolheu 8,4% em 2008, para 131 mil. Com isso 12 mil pessoas deixaram de ser milionárias no País. No ano anterior, no entanto, o Brasil havia apurado um crescimento de 19,1% no número de ricos. As perdas, no entanto, foram bem menores que as apuradas em outros países, diz o relatório. Nos Estados Unidos, epicentro da crise mundial, a queda foi de 18,5% e no Reino Unido, de 26,3%, para 362 mil. Por causa das perdas maiores no resto do mundo, o Brasil passou a Austrália e a Espanha no ranking de países que mais concentram milionários, chegando à décima posição. Com isso, o País fica atrás de Estados Unidos, Japão e Alemanha - que ocupam os três primeiros lugares e têm 54% dos ricos do mundo - , seguidos de China, Reino Unido, França, Canadá, Suíça e Itália.Apesar das perdas severas, os Estados Unidos, com 2,5 milhões, continuam concentrando o maior número de milionários no ranking, seguidos do Japão, com 1,3 milhão de milionários, e da Alemanha, com 810 milhões. Outra novidade é que os milionários chineses ultrapassaram os britânicos e se tornaram a quarta maior população de ricos, com 364 milhões.O relatório também mostra que a América Latina foi a menos afetada entre todas as regiões, com queda de 0,7% no número de ricos, o que indica estabilidade. Isso porque os investidores na região tendem a ser mais conservadores, segundo o relatório. Os declínios mais significantes da população de ricos ocorreram na América do Norte e Europa. A crise ainda provocou perdas severas de riqueza entre a população multimilionária. O clube de multimilionários - aqueles que acumulam mais de US$ 30 milhões - encolheu 24,6% e suas riquezas caíram 23,9%, isso porque muitos investidores de ativos de alto risco experimentaram perdas severas no ano passado.O relatório aponta ainda a existência de 78 mil multimilionários, dos quais 30,6 mil estão na América do Norte, 18 mil na Europa e 14,3 mil na região da Ásia e Pacífico. O número de multimilionários chega a 9,8 mil na América Latina e cai para 3,5 mil no Oriente Médio e para 1,8 mil na África.

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Desafios da gestão familiar

nalistas, antes, apontavam o modelo da empresa familiar como ultrapassado. Mas a atual crise promoveu um novo fenômeno: o retorno dos próprios donos dos negócios ao gerenciamento de algumas grandes empresas. Leia!

Tornou-se comum ouvirmos de analistas, administradores e especialistas do mercado que o modelo da empresa familiar está fadado ao fracasso. Alegam não haver espaço entre as empresas que adotam tal modelo de gestão para a necessária modernização, profissionalização e transparência, atributos tão cobrados pelos mercados. Pois bastou a eclosão da atual crise para que empresas que adotavam o modelo de administração familiar, e acabaram profissionalizando suas gestões, estarem envolvidas em sérios problemas gerados justamente pelos administradores profissionais.

Vimos, então, o retorno dos próprios donos dos negócios ao gerenciamento de algumas grandes empresas. São exemplos desse fenômeno a gigante mundial Dell, com seu fundador, Michael Dell, voltando a assumir a direção da companhia, e o grupo Schincariol, com o retorno de Adriano Schincariol ao comando da corporação. Isso sem contar os diversos exemplos de empresas cuja administração é familiar e que mantêm-se sólidas e produtivas, até mesmo em momentos difíceis como hoje.
Este retorno é um movimento comum em empresas nas quais as pessoas, donos e funcionários estabelecem vínculos que transcendem a identidade corporativa e os interesses financeiros e societários.

É claro que há também companhias familiares enfrentando problemas, mas, muitas vezes, isso não acontece, necessariamente, em razão do modelo administrativo.

Mesmo as empresas familiares podem e devem contar com administrações modernas e preparadas. Para isso, é essencial que seus gestores invistam em recursos de governança corporativa, em instrumentos de transparência administrativa, em uma estrutura com elementos tecnológicos e físicos adequados ao negócio, em constante atualização do pessoal de administração e em fontes de assessoramento que sejam referência no processo de tomada de decisões.

À medida em que as empresas familiares se modernizam, e dependendo do seu porte e da estrutura da gestão familiar, se faz necessária a adoção de alguns órgãos deliberativos e de gestão que contribuem significativamente para a boa prática de governança corporativa. A auditoria independente, por exemplo, é um destes órgãos, e funciona como um agente da governança corporativa fundamental para dar mais transparência aos familiares, clientes, fornecedores, bancos e à própria sociedade....

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Imposto de Renda e Planejamento Financeiro

Você é um dos 24,5 milhões de contribuintes que estão obrigadas a entregar a declaração anual de Imposto de Renda até o dia 30 de abril de 2009?

Você deve aproveitar esse trabalho obrigatório, e transforma-lo em oportunidade, para planejar suas finanças.


Planejamento Financeiro é um processo racional de administrar sua renda, seus investimentos, suas despesas, seu patrimônio, suas dívidas, objetivando tornar realidade seus sonhos, desejos e objetivos.

Será uma excelente oportunidade para mudar hábitos, e assumir as rédeas de seu orçamento, do seu dinheiro.


Por que fazer ?
Em primeiro lugar porque, para cumprir as exigências do Fisco, você vai precisar juntar, pesquisar, calcular, todos os seus ganhos, os gastos e o seu patrimônio, o que lhe mostrará a foto de "onde está(ão)", e que é o passo principal para o Planejamento Financeiro.

Em segundo lugar porque, proporcionará a oportunidade para discutir com a família os planos para o futuro, isto é, "onde pretende(m) chegar".
Seja(m) realista(s), projete(m) seus sonhos, suas necessidades.
Defina(m) os objetivos de curto prazo ( até 1 ano ), médio prazo ( até 5 anos ), longo prazo ( mais de 5 anos )

Aproveite a oportunidade, faça o seu Planejamento Financeiro logo após a entrega da declaração de Imposto de Renda.

Feito o Planejamento, adote o hábito do Orçamento Familiar, que lhe permitirá controlar, mensalmente, o atingimento de seus objetivos e metas.

A utilização do Orçamento Familiar irá facilitar, também, suas próximas declarações anuais de Imposto de Renda, pois terá seus ganhos e despesas organizados.

Lembre-se:
Um planejamento financeiro eficiente pode fazer mais por seu futuro do que 30 ou 40 anos de trabalho..

Agora a questão crucial:
Feito o planejamento financeiro o sucesso está garantido?

Depende de você, os requisitos fundamentais são:
Iniciativa, motivação e capacidade de realização
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Chrysler pede concordata

*A nova Chrysler comprará todos os ativos da antiga Chrysler em troca por pagamento de 2 bilhões de dólares a credores garantidos.

*O Tesouro dos Estados Unidos terá oito por cento de participação na nova Chrysler e o direito de nomear quatro diretores da empresa.

*Os governos do Canadá e da província de Ontario terão, juntos, dois por cento das ações da nova Chrysler.

*O governo dos EUA apoiará os esforços da Chrysler de usar o código de concordata do país para superar obrigações restantes.

ACORDO CHRYSLER-FIAT

*A aliança criará a sexta maior montadora do mundo.

*A Fiat concederá "bilhões de dólares" em tecnologia para ajudar a Chrysler a fabricar carros mais eficientes em suas fábricas nos EUA.

*A Fiat terá o direito de escolher três diretores da Chrysler. A montadora italiana pode ganhar até 15 por cento em participação adicional em três ocasiões de cinco por cento de acordo com cumprimento de metas, como a produção de um veículo com consumo eficiente de combustível em fábricas norte-americanas.

CREDORES

*Os maiores credores da Chrysler concordaram em trocar dívida de 6,9 bilhões de dólares da montadora por 2 bilhões de dólares em dinheiro.

*O sindicato de metalúrgicos United Auto Workers fez concessões sobre salários, benefícios e plano de saúde para os aposentados que ajudarão a poupar empregos e tornar a Chrysler mais competitiva.

*A alemã Daimler, uma acionista minoritária, abrirá mão de seus 19 por cento de participação na montadora e pagará 600 milhões de dólares aos fundos de pensão da Chrysler.

*A Cerberus vai desistir de toda a sua participação na Chrysler.

GOVERNO DOS EUA

*O Tesouro dos EUA emprestará até 6 bilhões de dólares à aliança Chrysler-Fiat durante o período de reestruturação.

*O governo está preparado para empresar 4,7 bilhões de dólares para a nova Chrysler na forma de um financiamento de longo prazo, sendo 2,1 bilhões de dólares com vencimento em 30 meses.

REVENDEDORES E CLIENTES

*A GMAC oferecerá financiamento aos revendedores e clientes da Chrysler, e continuará a fazê-lo após a montadora sair da concordata. O governo dos Estados Unidos oferecerá recursos que a GMAC necessita para suportar os negócios da Chrysler.

*A Chrysler honrará as garantias de veículos vendidos. O Tesouro dos EUA está disponibilizando 280 milhões de dólares para apoiar o financiamento de garantias de carros vendidos durante o período de reestruturação.

FORNECEDORES

*A Chrysler buscará permissão na primeira audiência de concordata para continuar a pagar fornecedores, e o programa de apoio aos fornecedores de autopeças do Tesouro dos EUA continuará a operar.

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Onde colocar seu dinheiro

A crise financeira fez as bolsas de valores despencarem e tornou o preço das ações muito barato. Mas será que é hora de comprar ações? Ou é melhor investir em fundos, fazer aplicações em ouro ou comprar imóveis? Para explicar as vantagens e as desvantagens dos seis principais produtos financeiros, a você s/a ouviu sete especialistas que indicam alternativas para todos os bolsos e perfi s de investidores. “Invista onde você conhece, agora não é um momento para aventuras e apostas”, diz José Cláudio Securato, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) e professor da escola Saint Paul de Negócios, em São Paulo. Se você quer começar a investir agora ou quer redefi nir suas aplicações, deve prestar atenção às dicas dos especialistas.

Fique atento às notícias

Acompanhe o noticiário macroeconômico para descobrir oportunidades de investimento. A tradicional caderneta de poupança ameaça passar a perna nos fundos de renda fixa caso os juros, que estão em 11,25% ao ano, continuem caindo.

Diversifique seus investimentos

“Essa é a principal recomendação neste momento”, diz Marcos Crivelaro, especialista em matemática financeira e consultor independente de finanças pessoais.

Olho nos fundamentos

É hora de acompanhar dados das companhias de capital aberto com lupa, olhar cada setor e ficar atento às mudanças políticas. Tudo pode influenciar o mercado financeiro.

Negocie as taxas

Como as instituições financeiras estão disputando os clientes é hora de negociar taxas de administração, prazos e aplicações em mais de um banco ou corretora.

Ganhos passados não garantem rentabilidade no futuro

“Em ações é preciso ficar atento às empresas e analisar quem vai perpetuar. Distribuir a carteira entre renda fixa, variável e imóveis parece razoável”, diz André Salgado, diretor da Santander Corretora.

Reavalie seu perfil

As instituições financeiras associadas à Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) se comprometeram a fazer um levantamento minucioso do perfil do investidor antes de oferecer a ele qualquer produto. O levantamento começa a valer a partir de janeiro de 2010. “Teremos que definir as características do investidor por meio de um questionário”, diz Marcos Villanova, diretor da área de investimentos do Bradesco e presidente da Comissão de Distribuição de Produtos ao Varejo da Anbid.

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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Garotas super poderosas

Terno, fala agressiva e um estilo arrojado. Foi assim, adotando um perfi l masculino, que até a década de 80 as mulheres conseguiam ocupar cargos no mercado fi nanceiro. “Elas enfatizavam essas características sabendo das difi - culdades de competir com os homens”, diz Carmem Lúcia Rittner, professora de psicologia organizacional e do trabalho da PUC-SP. A docilidade e o uso de acessórios femininos não eram considerados adequados para quem trabalhava na mesa de operações de grandes bancos. “Se a mulher fosse muito feminina, ela não era aceita nas instituições”, diz Carmen Migueles, professora de antropologia do consumo e cultura organizacional da Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais. Hoje, o cenário é diferente.
As mulheres assumiram suas características dentro das empresas. “Depois de 40 anos no mercado de trabalho, elas não precisam mais provar que sabem trabalhar”, diz Carmen, da Fundação Dom Cabral. Mas foi só na década passada que elas começaram a ocupar cargos de gestoras de recursos nos bancos. “As mulheres conseguem lidar melhor com sutilezas que são importantes para quem trabalha com clientes”, diz Fábio Saad, gerente de divisão da área do mercado fi nanceiro da Robert Half, empresa de recrutamento especializado, com escritório em São Paulo e no Rio de Janeiro. Conheça nas próximas páginas o perfi l de três mulheres que administram áreas importantes de grandes bancos no país.
COMPETÊNCIA RECONHECIDA
Em um canto do oitavo andar do prédio do Banco Real, na Avenida Paulista, em São Paulo, fica a sala de Luciane Ribeiro, de 45 anos, presidente da asset management do Grupo Santander Brasil, que administra 90 bilhões de reais e comanda uma equipe de 140 pessoas. O lugar tem vasos de plantas e alguns quadros, que fazem parte do acervo cultural da instituição. A mesa dela tem pilhas e mais pilhas de papéis com boletins do mercado financeiro. A justificativa para tanto papel, acredite, é o excesso de organização. “Cuidar do dinheiro dos clientes exige muita responsabilidade, profissionalismo e transparência. Eles dependem da eficiência das nossas sugestões para investir”, diz.
A gestora faz parte de um seleto grupo de mulheres que ocupam cargos de confiança e que já sofreram preconceito no trabalho. “No início da carreira, em reuniões com homens, eu achava que ninguém me escutava. Eu tinha de falar alto, mas isso mudou quando provei minha capacidade”, diz Luciane. Hoje, depois de 25 anos de carreira, ela foi a responsável por integrar as operações de asset e os profissionais da área do Banco Real e do Santander em meio à crise financeira internacional no ano passado. “Perdi noites de sono porque queria transmitir um voto de confiança para a equipe.”
Para ela, os profissionais do Real estranharam sua presença como presidente da asset porque ela foi a primeira mulher a ocupar o cargo. “As pessoas tentaram questionar minha capacidade.” Com o tempo, ela demonstrou suas habilidades e foi reconhecida pelos outros profissionais. “Chefe novo é sempre difícil, mas com dedicação e uma postura correta, ela conquistou a equipe”, diz Aquiles Mosca, de 34 anos, superintendente comercial e estrategista de investimentos pessoais do Santander Asset, que trabalha com Luciane há três anos. “A Luciane precisa trabalhar com uma equipe em que ela confie muito, só dessa forma ela consegue dar autonomia”, diz Aquiles.
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